Como de costume um dos poucos momentos em que paro pra pensar é no trem… Deveria pegar mais trens.
Andando devagar pelos campos da França e olhando a paisagem como havia tempo não olhava, Eu sei, é cliché, mas reformulemos assim, A cidade polui também a cabeça e com tanto lixo não sobra lugar pra pensar, ou talvez seja minha saudade de casa.
Seis anos atrás eu também estava aqui, um pouco mais ao sul e à oeste, O tempo parecia uma eternidade e um segundo, tudo ainda fresco numa página n’algum canto dessa cabeça. Um novo começo, mágico!, em Campinas, e mais um começo deste lado do oceano. Encontros e desencontros impossíveis de expressar em palavras. Cada etapa está lá, gravada em sangue, num livro mais ou menos dividido em capítulos mas cujas páginas não se viram, só se espalham sobre uma mesa bem bagunçada.
Mudanças e recomeços como à todo geminiano me estimulam, mas confesso que ainda não sei se tanto eu como eles secretamente queremos em cada uma algo definitivo, No fim, o definitivo são justamente as páginas bagunçadas sobre a mesa, e todo dia de manhã a nostalgia gostosa do que fizemos ontem.

Aoo Fredão
Bom saber que vc está voltando a escrever, eu mesmo recomecei um blog esses tempos atrás e estava lembrando dos bons tempos de CMTO.
pode me incluir como mais um leitor seu ^^
abraços!
Jack
Profundo, capitão… Profundo…
vc deveria escrever um livro! e essa nostalgia eh justamente por saber que tudo que passou foi bom e valeu a pena!
If we could sell our experiences for what they cost us, we’d all be millionaires